Orgulho e Preconceito





2009.
Durante todos os dias letivos desse ano, peguei o metrô rumo a estação São Joaquim para assistir as aulas que tinha no Anglo Vestibulares. Para conversar com meus amigos, para tirar dúvidas das matérias com outros professores e estudar muito. Bons tempos.

Num desses dias, reparei que uma menina no vagão [não me recordo se eu estava indo ou voltando do cursinho] estava lendo lendo Orgulho e Preconceito numa das edições pocket da Martin Claret, que na época era bem baratinha. Aquilo chamou minha atenção, pelo preço [lógico] e porque na época crescia em mim um ardente desejo de ler os livros de Jane Austen, principalmente Orgulho e Preconceito.

Lembro muito bem de ter comprado minha edição quase no final do ano, na Saraiva do Shopping Center Norte, e de ter achado o começo um tanto quanto entediante [será que todos se sentem assim quando começam a ler esse livro?].
Mas isso foi jogo rápido, porque depois de poucas páginas não haviam problemas no mundo que pudessem me afastar da história, e eu me pegava lendo até mesmo durante as aulas.

A capa da minha edição é feia que dói, sem nenhum atrativo [o que nem precisa quando a história se vende sozinha] e completamente desinteressante. Agora, o curioso está mesmo no fator tradução, que mesmo sendo em português, manteve termos como Lady, Mr., Miss e etc, que não foram traduzidos. Estou falando apenas de um lugar onde Mr. Darcy é sempre o Mr. Darcy, e jamais "Sr. Darcy".

Além de ser meu livro favorito, a importância que dou a Orgulho e Preconceito é a lembrança de o ter lido em um bom ano. E de, através dele, me ver sentada de novo nas cadeiras azuis do cursinho na Rua Tamandaré, quando o dólar era barato e o hype do momento era a espera pelo lançamento da Alice de Tim Burton.


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- "a distância é curta quando se tem um bom motivo"

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