Prólogo




Vamos aos fatos. 
No verão de 1986, parti "dessa para melhor" [eu só tinha 27 anos...] e fui acordada segundos depois pelos ets do filme "Inteligencia Artificial", aquele do do Steven Spielberg [nem vamos entrar no mérito de Spielberg ter usado a imagem dos alienígenas sem permissão], que me ofereçam a "oportunidade" de continuar a viver para estudar mais profundamento o comportamento humano através das eras.
* entenda-se "viagem no tempo", com relatórios diários aos meus superiores

Calma, eu também não estava entendendo muita coisa quando acordei. Nessas horas a única coisa que a gente quer é voltar para casa e continuar vivendo a vida normalmente como se nunca tivesse morrido. Mas não dava mais porque o contrato "de vida humana" tinha terminado.
Imagine o seguinte: uma árvore caiu, e foi desviada por um carro, que bateu no muro. Mesmo se  você voltar no tempo e impedir a árvore de cair, o carro ainda vai encontrar um jeito de bater no muro. Não dá para mexer no que aconteceu. Por isso que não dá para se recuperar de uma morte morrida.

E aqui estou eu, 973 anos depois daquela noite quente da era de ouro do rock, contando meus causos para pessoas que não conheço, porque depois de tanto tempo nessa "profissão", suas prioridades mudam. Ninguém mais se importa se você está dizendo a verdade ou contando apenas mentiras.

Carrego nas costas nove séculos como "viajante" e dois casamentos [sinto falta de meu primeiro marido todos os dias]. Chamo de "viajante" porque o termo correto tem 17 silabas que nunca me dei ao trabalho de memorizar. Nem eu nem ninguém, todo mundo chama de "viajante" mesmo.



- to be continued...

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