Once Upon A Vogue...




Hoje resolvi brincar de "sou uma colunista contratada e vou escrever um texto [ainda que hipotético] para a VOGUE Brasil. 
Sonhar é de graça, não é?
...

"Comecei a comprar VOGUE Brasil de uma maneira bem despretensiosa, apenas por comprar, quando decidi me inscrever no vestibular da faculdade de moda da USP. Decisão que me rendeu muitos comentários do tipo “está fazendo cursinho para passar em moda? Que perda de tempo...” Uma grosseria sem tamanho vinda de todas as direções, mas que sempre era abafada pela maioria de meus companheiros de sala, que ficavam impressionados e sempre me incentivavam ao máximo a realizar esse sonho. Pena que não passei nem para a segunda fase da FUVEST...

Minha primeira vez com a revista foi em março de 2009. Demorei horrores para ler tudo, ficava por demais impressionada com o lifestyle das pessoas que aqui apareciam e queria por imediato reproduzir cada look que encontrava [lembro até hoje do shorts jeans com meia e botinha que me conquistou primeiro]. Depois disso continuei comprando uma aqui e outra ali quando a situação me permitia; e mandei diversas para a reciclagem antes de decidir colecionar as publicações brasileiras, três anos antes de ganhar a coleção de um amigo que saiu do Brasil em 2017.

Me encantava sempre com seus os textos bem escritos e suas fotos impecáveis feitas em lugares extraordinários. 
Contudo, a vida foi acontecendo, e a “informação de moda” foi deixando de ser interessante para mim. Azul, roxo, violeta... Deixei de me importar com a nova cor must have da estação, e a seção “Nostalgia” passou a ser meu prato predileto junto com o “Fala-se” ou com o interior da casa de alguém muito inteligente [guardo a sete chaves a edição de janeiro de 2012 com uma das casas do designer Philip Stark].

Entre tantas opções de publicações de moda que rodam pelo mundo, me recuso a acreditar que minha preferencia pela VOGUE Brasil se deu pela facilidade com que conseguia pronunciar seu nome, e sim pelo conteúdo que eu encontrava dentro dela todo mês [ou quase todo mês]. Quando, ao rasgar seu plástico protetor e sentir aquele cheirinho de revista nova, minha alma se enchia de glitter e de animo para ler os textos de Bruno Astuto e companhia. 

Hoje, ainda não creio, é um texto meu que está sendo impresso na revista que, como Carrie Bradshaw bem parafraseou, 'me alimentava mais do que comida'."


- fim da brincadeira

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