Cadê Crônicas?




Tudo o que eu queria era encontrar crônicas antigas, tipo de uns 10 anos atrás. Ou algumas dos dias de hoje, na melhor das hipóteses.
Até pensei que fosse ser uma tarefa fácil, uma vez que o brasileiro é especialista no gênero. Só que não, né?

Cheguei no Centro Cultural da Vergueiro com altas expectativas de encontrar algumas publicações mais antigas. Mas são todas atuais... 
Até tinha uma seção com revistas antigas, mas estava fechada para inventário. E mesmo que não estive, não ia fazer diferença, sendo que não tinha o que eu procurava. Será que eu sabia o que estava procurando? 
Só não quebrei a cara indo lá [e desperdicei os R$ 8,60 da passagem de ida e volta] porque o lugar é lindo e cheio de passarinhos. Quero voltar só para ficar trabalhando nas mesas da biblioteca e nos bancos do jardim.
...

Aí você vai me perguntar: por que não buscas o que quer em livros?
Sim, existem livros! Mas eu quero as crônicas que lia durante minha juventude [olha eu falando isso como se fosse muito velha...], as que estavam na Glamour quando a Mônica Salgado era editora-chefe, as que eram publicadas na Capricho. Você já tentou encontrar um blog ou site com crônicas escritas por pessoas normais? Que não tem aquele frufru todo de gente que estudou profissionalmente para isso, como jornalistas? Longe de mim desmerecer a profissão, mas não tem! E se tem eu não estou achando.

Eu quero ler sobre o sorvete que derreteu no parque; sobre a sua amiga que foi no banheiro de madrugada, dormiu na privada e foi flagrada pelo seu irmão lindo/capitão do grêmio estudantil. Causos comuns, às vezes constrangedores, ou que me façam chorar.

O que encontrei de melhor foi esse livro da Bruna Vieira, A Menina Que Colecionava Borboletas, que é lindo e é mais ou menos na linha do que procuro. E que estou lendo enquanto invisto na minha [inútil] saga de procurar crônicas escritas por pessoas normais.


- querer um texto simples é pedir demais?

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