O Oceano No Fim Do Caminho




Este post chega num domingo, dia em que certamente você vai estar sem fazer nada. Então compre esse livro, leia... e seja uma pessoa culta. E se você puder, compre em português para ajudar as editoras brasileiras que estão passando um mal/péssimo momento.
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Neil Gaiman tem tamanha maestria com as palavras que isso chega a me assustar. E coisas importantes [quem se importa com nomes, não é mesmo?] passam a ser desnecessárias  para a história [fui lendo sem reparar nisso, acredita?].
Será que Neil estava tentando retratar a si mesmo nesse livro? E por isso, dar uma identidade mais profunda para alguns personagens seria como abrir uma ferida que nunca sarou?

Houve momentos em que pensei se o tal garotinho/protagonista criado por Neil Gaiman em O Oceano No Fim Do Caminho poderia ser autista ou esquizofrênico. 
Porque veja só: nós temos um adulto narrando a história pelos olhares [e pela inocência] de uma criança. Que como adulto, não se questiona sobre o que aconteceu na época dos fatos narrados, e não se importa e nem incomoda em descobrir. No final até um surge um interesse, que passa tão rápido quanto um espirro.

Mas também existe a possibilidade de que eu esteja me esquecendo de como é ser criança ao ler esse livro por não considerar a hipótese de que tudo o que aconteceu foi tão real quanto poderia ser.
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Opiniões, opiniões... não contei nada sobre a história não é mesmo? Mas li sem saber a sinopse porque acreditei na recomendação.

Se você não conhece O Oceano No Fim Do Caminho, fica a dica desse livro maravilhoso que eu não teria conhecido se não fosse o Infinistante, clube do livro de que faço parte.
Sério. Ele é tão interessante que vai te dar uma desculpa de ter o que ler na ceia de Natal com a família.


- tenho um oceano no meu quintal...

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