Drácula - Bram Stoker




Tirando a letra pequena e a folha branca que faz doer o olho, não tenho do que reclamar. Porque Drácula, não se surpreendam, é um livro bem interessante. Machista pra cacete, mas acho que esse detalhe passa despercebido quando falamos de um livro que foi escrito em 1897

Teve uma coisa que achei engraçada na escrita do autor. Nós temos aqui, ao mesmo tempo, "o homem acima de tudo, e a mulher acima de todos". A gente vê que Stoker se esforçou para glorificar as "moças de respeito", sempre tão úteis e merecedoras de todo o respeito e admiração do homem. Me desculpe Bram Stoker, mais não pude deixar de rir na parte em que Lucy diz: "por que são os homens tão nobres, e nós, as mulheres, tão pouco dignas deles".
* kkkkkkkkk

Sobre o enredo, aviso desde já: não crie muita expectativa para as partes com Drácula. O Conde só aparece bem no começo do livro, e o resto da história são os humanos [tão pouco interessantes] lidando com as consequências dos atos dele. Você quer histórias com vampiros e não sobre eles? Leia Anne Rice.

Drácula não é uma leitura fácil estilo Harry Potter. Mas, para os padrões da época, ela flui com leveza e até você que não lê muito pode entender com facilidade. Além de ser um retrato muito bem desenvolvido dos costumes do século XIX. Fico maravilhada toda vez que o leio. Na primeira [essa é a terceira], confesso que achei o começo bem claustrofóbico [quando Jonathan se vê preso no castelo], e identifiquei até um pouco, porque não, de ação. 

De resto, é impossível passar por Drácula e não ficar bem interessada na taquigrafia [um estilo de escrita], mencionada a exaustão. Quero fazer logo um curso para aprender, hehe.

Bora ler Drácula também? Além de divertido, é também uma ótima aula de história.


- "aí vem a carruagem!"

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