Amor Interneteiro




Eu não sei como eram as coisas antigamente [só fui ter meu primeiro computador em 2009, aos 19 anos]. Mas acho, pelo tanto que as pessoas reclamam hoje, que era um lugar leve, divertido, e cheio de comunidades no Orkut.

Então, eis que chega alguém falando aleatoriamente sobre, sei lá [decoração?], com um pouco mais de propriedade do que sua vizinha. Aqui e ali pessoas vão se interessando por esse "alguém". Tudo bem descontraído, com opiniões super sinceras [quem estava preocupado em agradar marcas?]. E o poder de influencia dessa pessoa chama a atenção de empresas que querem vender coisas, e o tal "alguém" passa a ganhar dinheiro para te fazer feliz [bom, alguns deles].
E tudo foi mudando.

Negócios morreram [quantas gráficas não fecharam porque revistas faliram?], novos negócios surgem a cada instante [hello Amazon]. É a "profissionalização" da internet!

Eu dei o exemplo de um blog de decoração, mas poderia ser qualquer outra coisa. 
Porque o mundo, vejam só, ficou pequeno... E o olho de quem produz conteúdo cresceu.
O que se reflete em um boom de ofertas de publicidade, com alguns produtores de conteúdo muitas vezes se vendendo por qualquer coisa. Tanta gente linda produzindo publi post vazio, como se fosse anúncio de tv.
* a ostentação ficou pesada...

Não é que acabou o amor nas internê e ela deixou de ser um lugar aconchegante, mas infelizmente [e aparentemente] as pessoas não querem mais criar [de graça] o ambiente gostoso por onde você navegava quando era criança. ¯\_(ツ)_/¯

Como recado final [aqui tem informação!], deixo a dica do livro de Camila Coutinho, Estupida, Eu?. A moça começou quando a internet era só mato, e exemplifica com casos reais várias das coisas que acabei de falar. 


- evolução das espécies da internet

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