Belle Époque




Primeiro me chamou a atenção o titulo do livro, e depois a capa [sim, eu julguei um livro pela capa]. Aí comprei, deixei na estante, e só fui ler mais de três anos depois.
...

Em Belle Époque, Maude foge de casa rumo a Paris após descobrir que será obrigada a se casar com açougueiro do vilarejo onde vive. 
Chegando na cidade luz, ela se vê forçada, para sobreviver, a aceitar um emprego numa agencia como repoussoir [mulher "feia" que trabalha como dama de companhia para a nata da sociedade francesa] durante o período de construção da Torre Eiffel.

Na história, vale apontar um paralelo interessante entre Maude e Isabela [a debutante a quem Maude deve fazer companhia]. Duas garotas da mesma idade, lutando pelo direito de poder escolher o rumo que a própria vida vai tomar numa sociedade em que as mulheres não tinham direitos, só deveres.

Os personagens coadjuvantes são, como o nome diz, apenas coadjuvantes. Mas ainda sim muito importantes para revelar as personalidades de Maude e Isabela, ainda que Isabela não seja a atração principal do livro. Destaque para o fofucho Paul, músico em começo de carreira que parece ter problemas com a bebida, coisa bem comum entre os artista da época.

Posso dizer que me irritei com o quanto Maude se deslumbrou com o "mundo dos ricos", virando as costas para tudo e para todos, mas a lição que ela aprendeu serviu para redimir a personagem. E também para dar ao ato final aquele clima de "não acredito que o livro acabou".

Amei o livro, não só por falar sobre independência feminina, mas também pelo carinho que a autora teve a introduzir a fotografia na história.


- "beleza não é algo que se mede"

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