No, Thank You




Eu nasci em 1990, quando casa própria era sinônimo de estabilidade e o emprego dos sonhos vinha de um concurso publico.
As coisas mudam.
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Eu, me envergonho de dizer, ainda moro como meus pais. Por N motivos que atrasaram meu amadurecimento profissional, não posso arcar com as despesas da vida adulta. Mas esse período foi essencial para que eu descobrisse que não quero nada do que meus pais e meus avós tanto lutaram para ter. Louco isso? Talvez nem tanto.

Vejam bem, muitas das pessoas que estudaram comigo, assim como eu, não tem um bem próprio, como uma casa ou um carro ou um veleiro. E talvez nem queiram.

Afinal, por que arcar com os gastos de um carro, como IPVA e seguro, se podemos alugar o veiculo pelo tempo necessário e deixar que a locadora se preocupe com o o resto? É louco pensar como os adultos da época em que nasci se preocupavam com todas essas, que hoje só queremos simplificar.
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A ideia para esse post me veio enquanto eu assistia FRIENDS, série dos anos 90, que representa bem esse ideal. 
As maiores metas daqueles seis amigos sempre foram encontrar alguém com quem pudessem se relacionar [e garantir uma vida sexualmente ativa], ser um empregado estável de alguma empresa, e provavelmente ter alguns filhos. 

Hoje, eu tenho a idade deles no começo da série. E minha realidade, junto com uma parte da população que nasceu a partir dos anos 90, não poderia ser mais diferente.
Aí penso eu: será que a internet e o acesso a informação fez com que a minha geração abrisse mão de tudo que era importante para nossos pais?


- culpa da banda larga 

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